segunda-feira, novembro 24, 2014

Board Tracking - as mais loucas corridas do mundo!



Há um ditado que diz que a primeira corrida de motos teve lugar quando pela primeira vez se juntaram duas motos. Pode não ser completamente verdade, mas as corridas de motos são efetivamente muito antigas. Começaram no início do século XX, Tanto na Europa como na América.

No novo continente, a primeira corrida de motos organizada teve lugar em Maio de 1901. Decorreu em Los Angeles, num hipódromo com uma extensão de 1 milha. O vencedor foi um tal Ralph Hamlin que, aos comandos de uma Orient que basicamente era uma bicicleta com motor, venceu os seus três oponentes, completando as dez voltas à pista em 18 minutos e meio.

No velho continente, em 1904, a Fédération Internationale du Motocyclisme criou a Taça Internacional que unia cinco nações (Austria, Dinamarca, França, Alemanha e Inglaterra) e a primeira corrida teve lugar em Dourdan, Franca, em 1905. Por seu lado, o primeiro TT da Ilha de Man teve lugar em 1907.


Aparte das provas em estrada e das provas de "Hill Climbing", por volta de 1910 as Board Track Races eram as corridas mais famosas na América. Eram disputadas em pistas ciculares ou ovais, com o piso feito em pranchas de madeira, um método de construção relativamente barato, apesar de necessitarem de um elevado nível de manutenção. A maioria destas pistas apenas durava três anos pois tornavam-se extremamente perigosas para os pilotos à medida que as pranchas de madeira se iam degradando. Com velocidades que frequentemente ultrapassavam as 100 milhas por hora (160km/h), as falhas no piso e as lascas de madeira projetadas, eram devastadoras para os pilotos em caso de queda, e na ausência de equipamento adequado. Daí estas pistas, originalmente denominadas "motordromes" passarem a ser alcunhadas de "murderdromes" (murder = assassinato).

Apesar de até haver risco significativo para os espetadores, as multidões acorriam em bando para assistir a estas corridas, então alvo de vasta cobertura mediática e que se realizavam praticamente todas as semanas e em vários escalões. Com o aproximar dos anos 30, estas corridas perderam a sua popularidade e foram extintas.

Ficou para a história todo o desenvolvimento tecnológico que proporcionaram às motos do dia a dia, que durante esses anos sofreram avanços fantásticos e uma massificação nas vendas... até o automóvel começar a ser produzido em série!





segunda-feira, novembro 17, 2014

Os Big Twins e as mini motos



Esta é a história de dois irmãos, nascidos a 7 de Dezembro de 1946, que entraram para o Guiness Book of Records por serem a parelha de gémeos mais pesada do mundo. Quando nasceram, Billy e Benny McCrary (que mais tarde adotaram o nome artístico de McGuire Twins) tinham um peso normal, mas aos dez anos de idade já cada um deles pesava cerca de 90 kg. E continuaram a crescer de tal forma que aos 16 anos apenas, já pesavam mais de 270 kg.

Quando foram descobertos por um fotógrafo da LIFE Magazine, já cada um pesava mais de 330 kg e a cintura media mais de 2,13 metros de perímetro. Esta descoberta catapultou-os para a fama, o que levou a Honda a contratá-los para promover as suas “Mini Honda”, numa viagem de travessia da América entre Nova Iorque e Los Angeles que iria provar a resistência das pequenas máquinas. Os irmãos demoraram 30 dias nesta aventura, fazendo cerca de 150 km por dia, entre concessionários da marca, onde à chegada faziam sessões de fotos e davam autógrafos.


Billy faleceu em 1979 (com 32 anos), vítima de complicações causadas por um acidente durante uma manobra de perícia aos comandos da sua mini moto. O seu irmão Benny (que morreu em 2001 aos 54 anos de idade, vítima de insuficiência cardíaca) erigiu-lhe uma enorme campa funerária que também ficou para a história por ter a maior lápide de granito do mundo, com um peso superior a três toneladas.

O local é a actualmente a última morada dos grandes gémeos. O monumento pode ser visto no cemitério da Igreja Baptista de Crab Creek, em Hendersonville, na Carolina do Norte a terra natal dos famosos gémeos. Se por lá passar não perca a oportunidade de tirar uma foto... de peso!






domingo, novembro 16, 2014

Malick Sidibé e as motos



E já agora ficam a conhecer outro fotógrafo do Mali, Malick Sidibé, de quem também recolhi as fotos de motos, mas que merece uma busca no Google pois tem outras imagens geniais!

Também nascido na capital, em Bamaco, no ano de 1935 ou 1936, não é certo, a sua primeira máquina também foi uma Kodak Brownie Flash comprada em 1957.  Malik teve a juventude como o alvo da sua objetiva. Encantava-o a sua alegria e felicidade. Talvez por isso, e entre muitos outros prestigiados prémios que reuniu ao longo da sua vida, como o  Hasselblad Award, tenha sido o primeiro fotógrafo africano a ser galardoado com o Golden Lion Award como reconhecimento da sua carreira, na Bienal de Veneza, em 2007.

Aqui ficam algumas das sua fotos mais emblemáticas, onde se destacam os elevados contrastes e, obviamente, as motos.














quinta-feira, novembro 13, 2014

Anke Eve Goldman



Nascida em 1930, Anke-Eve Goldmann foi jornalista para as revistas Cycle World inglesa, Das Motorrad alemã e Moto Revue francesa. Nos anos de 1950, Anne correu em provas de resistência e de velocidade. Para além de pilotar como um profissional, granjeou um estatuto de ícone de moda e estilo. Com mais de 1,80m de altura, dificilmente escapava despercebida, de tal forma que até a sua BMW parecia pequena.

Foi a primeira mulher a conduzir uma moto, equipada com um fato de cabedal completo, que terá sido ela própria a desenhar com a ajuda do estilista alemão Harro, e que terá sido o primeiro equipamento técnico de motociclismo especificamente desenvolvido para senhora.

Foi ela que inspirou a personagem "Rebecca" do mais popular livro do autor francês André Pieyre de Mandiargues, The Motorcycle (1963), posteriormente adaptado ao cinema (1968) para o filme "The Girl on a Motorcycle" (também conhecido por Naked Under Leather ou La motocyclette) em que Marianne Faithfull desempenhou o papel principal ao lado de Alain Delon.

Em 1958 foi uma das impulsionadoras da W.I.M.A. - Women’s International Motorcycle Association ( associação motociclista feminina internacional) na Europa.  Abandonou o motociclismo devido ao trágico acidente de uma grande amiga que nele terá perdido a vida. Faleceu em 2004 depois de ter passado os seus últimos anos a viajar de mochila às costas pelo Oriente

Clique para ver mais fotos de Anke Eve Goldman
Se quiser mais detalhes sobre a história desta fantástica mulher que desafiou as convenções nos primórdios dos anos 60, pode clicar aqui e seguir este link

Ainda pode ver abaixo um excerto do tal filme "The Girl on a Motorcycle" com Marianne Faithfull e Alain Delon

Stoney Straps - Baixa as calças!



Este é um daqueles acessórios que muita gente nem imagina que existem, e que tem uma utilidade bastante pertinente! Os Stoney Straps, ou Boot Straps, permitem segurar as calças para elas não subirem pela perna acima.

Se numa moto convencional nem nos lembramos que isso pode chegar a acontecer, quem já andou numa custom, com os pés para a frente, sabe que a partir de certa velocidade as calças tendem a subir pela perna acima devido à pressão aerodinâmica.



 Este sistema funciona com o mesmo principio dos suspensórios, com molas que prendem as calças e um elástico que faz o ajuste por debaixo da bota.  Existe uma enorme variedade de molas, para todos os gostos e tendências.

Aqui fica o link para o site da marca original http://www.stoneystraps.com

quarta-feira, novembro 12, 2014

Seydou Keïta um fotógrafo do Mali


clique para visitar o site oficial de Seydou Keïta


Seydou Keïta, nascido em 1921, em Bamako, no Mali foi um um fotógrafo autodidacta do Mali. A sua carreira fotográfica começou em 1935, com a ajuda de uma câmara Kodak Brownie Flash oferecida por um tio. Conhecido pelas imensas fotos (sobretudo retratos) que tirou entre as décadas de 40 e 60 do século passado, e que para além de constituírem um registo histórico da sociedade maliana, e da transformação de Bamako de colónia francesa em capital de uma nação independente, são também, hoje em dia, consideradas obras de arte.

Faleceu em 2001, em Paris, e deixou uma vasta obra que merece ser vista por quem gosta de fotografia. Do seu arquivo pessoal constam mais de 10.000 negativos. Trabalhava sobretudo, e por razões económicas, com a luz do dia, e pela mesma razão, apenas fazia um disparo por cada foto. A sua primeira exposição a solo teve lugar na Fundação Cartier, em Paris, há precisamente 20 anos,em 1994.

As motos foram muitas vezes parte dos cenários que utilizava. Abaixo ficam alguns exemplos. Mas não deixe de visitar o seu site oficial.








segunda-feira, novembro 10, 2014

Lawrence da Arábia - motociclista até ao fim com Broug Superior



Thomas Edward Lawrence, também conhecido por Lawrence das Arábias, nasceu em 1888. Foi um oficial do exército britânico que começou a sua carreira como arqueólogo, no médio Oriente, onde aprendeu a conviver com a realidade árabe, tendo aprendido a sua língua e tradição.

No início da I Grande Guerra, viu a sua carreira militar ameaçada pelo facto de a sua débil estatura não lhe permitir ingressar nas fileiras do Exército. Contudo a sua perseverança e conhecimentos sobre a realidade árabe conseguiram-lhe um cargo na “inteligência” britânica.

Foi destacado para o Cairo, viveu entre os beduínos, andou de camelo, e combateu nas linhas da frente. A sua atividade grangeou-lhe tamanha fama que levou a que em 1962 fosse feito um filme sobre a sua atividade durante a  Guerra, protagonizado por Peter O’Toole, e vencedor de 7 Óscares.

Lawrence era um apaixonado pelas motos e pela velocidade, daí o seu gosto pelas Brough que conseguiam facilmente atingir os 150km/h. Por isso eram acompanhadas de fábrica com um certificado de garantia.

Lawrence fazia viagens apenas pelo prazer de andar de moto, ou para ir visitar o seu amigos, entre os quais se destacavam Winston Churchil ou a Lady Astor. Costumava dizer que as suas Brough eram a coisa mais suave que alguma vez tinha montado.

O antigo combatente, passou os seus últimos anos como mecânico da RAF. Reformou-se em Fevereiro de 1935 e viveu apenas mais três meses, já que sofreu um grave acidente em 13 de Maio desse mesmo ano. Num passeio pelos campos de Dorset, perto da sua residência, tentou evitar a colisão com dois jovens que circulavam de bicicleta. A sua Brough Superior derrapou e ele foi embater violentamente numa arvore, na beira da estrada. Transportado para o Hospital, faleceu no dia 19 seguinte.

A moto que o vitimou é uma Brough Superior SS100, personalizada pelo próprio George Brough, e que terá custado 170 libras em 1932. Era a sétima moto da marca Brough que Lawrence possuía. Tal como as demais, ele referia-se-lhe como a sua Boa (diminuitivo de Boanerges - filha do trovão). Após o acidente, a moto que não apresentava grandes danos, foi completamente recuperada pelo próprio fabricante e actualmente pertence a um colecionador privado.


Um tributo em vídeo que retrata os últimos momentos da vida do mito:




A mítica marca renasceu em 2013, setenta anos depois de George Brough ter construído a última das suas motos, que ele anunciava como sendo o Rolls-Royce das duas rodas. A nova SS100 está equipada com um "big twin" em "V" num ângulo de 88 graus, com refrigeração por líquido e duplas arvores de cames à cabeça, e debita um máximo de 140cv de potência. Este motor foi desenvolvido com a ajuda da Akira, a empresa francesa que também desenvolveu o motor das Kawasaki ZX-10R com que Tom Sykes se sagrou Campeão do Mundo de Superbikes em 2013.

Brough Superior SS100 @ EICMA 2014

O preço continua a ser bastante elevado, mas a sua exclusividade garante que além do prazer de condução, a SS100 também é um bom investimento.Se estiver interessado, pode entrar em contacto com o fabricante no seguinte endereço:






sexta-feira, novembro 07, 2014

Yamaha YA-1 “Red Dragonfly"



A primeira Yamaha produzida data de 1955. Era uma 123cc a dois tempos, monocilíndrica, replicada da DKW RT125 (tal como a Harley Davidson Hummer e a BSA Bantan), mas a Yamaha prestou particular atenção à qualidade dos materiais e ao nível de acabamentos, e dotou-a de uma caixa de quatro velocidades. Pesava 94 kg, debitava 5,6 cv às 5.000 rpm, tinha uma distância entre eixos de apenas 1,290 mm e um depósito com capacidade para 9.5 litros de combustível.

Era conhecida como YA-1 ou "Libelinha Vermelha" (Aka Tombo) e foi tão bem sucedida comercialmente que a Yamaha, até então dedicada apenas à produção de instrumentos musicais, decidiu criar a Yamaha Motor Corporation.

A YA-1 manteve-se em produção até 1958, tendo alcançado importantes sucessos ao nível desportivo no Japão. Cerca de 200 unidades por mês era a produção conseguida em finais do ano de 1955

R U Ready to Scramble?



Era de esperar que, com tão grande abundância de motos do género "Cafe Racer", a tão em voga tendência "vintage" viesse a ficar enjoada e buscasse algo diferente para alimentar a voragem individualista dos mais suscetíveis às tendências sociais.

Pela sua história, e pela versatilidade que o seu conceito encerra, já se previa que as Scrambler seriam a próxima expressão de uma voraz moda motociclística que definitivamente abandonou as motos desportivas em busca de motos mais fáceis de usar, mais confortáveis, mais descomprometidas, mais personalizáveis e sobretudo menos perigosas e mais bem aceites pela sociedade.

O Merriam-Webster dictionary (www.m-w.com) define Scramble como o acto de trepar ou subir a qualquer lugar de forma fácil e rápida, ou de encontrar qualquer coisa antes de qualquer outra pessoa.

Efetivamente uma Scrambler é uma moto de todo o terreno que, devido à elevada manobrabilidade proporcionada pelo baixo peso, pelo largo guiador e pela grande altura ao solo permitida por suspensões de grande curso, permite alcançar sem dificuldade lugares impensáveis para uma moto de estrada, ultrapassando obstáculos de diversa ordem em diversos tipos de pisos, mesmo por maus caminhos. Este foi um conceito que cresceu e se desenvolveu na década de 60 e, se quiser saber mais sobre as suas origens, pode ver o filme inserido abaixo.

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Entretanto a Ducati parece ter acertado em cheio com o conceito que apresentou na Intermot, o Salão de Colónia que decorreu no passado mês de Outubro. Uma gama que compreende um modelo base suscetível de ser personalizado, e três outros modelos já com algum nível de preparação destinados a diferentes tipos de utilização, e que vão estar disponíveis muito em breve nos concessionários da marca, complementados por uma infinidade de acessórios e equipamentos a condizer. Pela afluência que pude constatar no stand da marca no recente Salão de Milão, a Ducati Scrambler pode bem vir a ser o próximo fenómeno de vendas do mundo motociclístico.


Stand exclusivo da Ducati Scrambler na EICMA, Milão 2014





quinta-feira, novembro 06, 2014

100 Anos de EICMA - Milão

A 1º Esposizione Internazionale Ciclo Motociclo Accessori (EICMA) teve lugar precisamente há cem anos. Apesar de esta ser apenas a 72ª edição da exposição, cancelada algumas vezes por motivos de força maior, muitos foram os modelos de motos que marcaram a história do motociclismo que aí foram apresentados ao público pela primeira vez. O video seguinte mostra a evolução do certame, com os locais por onde passou e alguns dos mitos de duas rodas que aí nasceram.

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Para ficar com uma ideia das épocas que esta feira atravessou, nada melhor do que dar uma espreitadela à coleção de cartazes que está disponível no link abaixo.


Em 2014, estiveram presentes 1053 marcas representando 34 países, totalizando cerca de 5000 apresentações mundiais, divididas entre motos, equipamentos, acessórios e outros artigos todos eles relacionados com as duas rodas. Para comemorar o espírito de um evento que é já incontornável no calendário motociclistico mundial, a EICMA resolveu criar uma moto comemorativa do seu primeiro centenário, e assim nasceu a SPIRIT of EICMA, uma Sportster 1200cc. de 2006 que foi apresentada ao público na cerimónia de inauguração. Se clicar na foto, vai poder ver algumas fases do seu desenvolvimento


Mas a EICMA também é famosa pelo charme e beleza das centenas de modelos que animam ainda mais o ambiente de naqueles dias por ali se vive! Para ficar com uma vaga ideia, siga os links abaixo


O vídeo seguinte também mostra muito bem o ambiente que se vive em Milão, durante a semana da exposição.






segunda-feira, novembro 03, 2014

Capacetes Bell



Na Califórnia, em plena cena Hot Rod, Roy Richter criou toda uma indústria que antecipava as necessidades futuras de segurança de todos os amantes da velocidade.

Ele próprio um fanático da velocidade, entre 1937 e 1941 os seus carros, essencialmente Ford T's, ganharam diversos campeonatos, centenas de corridas e  incontáveis recordes de velocidade. As pessoas queriam velocidade e ele proporcionava-lhes todas as peças e acessórios que os viciados em adrenalina necessitavam. Entretanto vendeu o seu próprio carro e com esse dinheiro e mais algumas poupanças comprou a empresa onde trabalhava, a Bell Auto Parts, isto em 2 de Julho de 1945.

Mas só depois de ter perdido dois grandes amigos por causa da velocidade, é que Roy se empenhou em desenhar equipamento de proteção. E lançou-se na tecnologia de ponta dos capacetes em 1957, quando lançou o seu primeiro capacete com revestimento de esferovite: o clássico 500-TX, o primeiro capacete do mundo a receber certificação SNELL, e que foi posteriormente selecionado para exposição no MoMA - Museu de Arte Moderna de Nova Yorque, pela excelência do seu design.  
Entretanto, os consumidores americanos reconheceram a necessidade de segurança e o negócio de Roy Ritcher prosperou de tal forma que, em 1964, teve que triplicar a sua capacidade produtiva.



Em 1968, surge o primeiro capacete integral da marca, o Star, que foi imediatamente reconhecido em todo o mundo pelas suas qualidades. Mas só em 1971, é que a Bell criou o seu primeiro capacete integral específico para motociclismo, e o aumento substancial do número de motociclistas obrigou Roy a expandir novamente a sua capacidade produtiva. Desde o início que a Bell apostou na Triumph como um importante elo da sua cadeia de distribuição no meio motociclístico .




Diversas gerações de campeões foram fiéis à marca e contribuiram com a sua popularidade para divulgar os produtos da casa americana, como foi o caso de Jacky Ickx, Jackie Stewart, Niki Lauda, Gilles Villeneuve, Nelson Piquet, Alain Prost e Ayrton Senna, isto para mencionar apenas alguns dos nomes mais sonantes que figuram no "Hall of fame" da marca. Actualmente, William Dunlop e Jeremy Martin são alguns dos embaixadores da marca no mundo das duas rodas.