segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Guimarães





Muito provavelmente o nome original de Guimarães terá sido Vimaranes, derivação do nome de Vimara Peres, conde de Portucale. Pois foi precisamente a sua bisneta, a condessa Mumadona Dias, que em homenagem ao valoroso antepassado, terá mandado construir um convento, chamado de Santa Maria. Por volta do ano 959 a condessa terá também mandado construir um castelo, para proteger a sua terra e o seu povo dos ataques de mouros e de normandos.

Villa Vimaranes terá assim evoluído em redor do castelo e do convento. Aos poucos, estes dois aglomerados urbanos vão fundir-se num único. A ligá-los, forma-se a Rua de Santa Maria, tendo sido mais tarde construída uma muralha defensiva em volta de todo o conjunto. A crescente devoção pela Virgem Santa Maria de Oliveira faz da vila um importante centro de peregrinação.

Terá sido em 1109 que aqui nasceu aquele que viria a ser o primeiro rei de Portugal: Afonso Henriques, que também aqui, em 1128, no dia vinte e quatro de Junho, foi protagonista na batalha de S. Mamede, tendo com a sua vitória conseguido aquela que ficou para a história como a "primeira tarde portuguesa".

D. Afonso Henriques por Soares dos Reis

D. Afonso Henmriques por João Cutileiro

O Largo do Toural, agora completamente remodelado





Em 1853, Guimarães foi promovida a cidade, por D. Maria II, que terá fomentado o derrube das velhas muralhas e expandido a urbe. O largo do Toural é disso um bom exemplo. O actual coração da cidade nasceu em 1791, fora das muralhas, no local onde se realizava a feira de gado bovino, frente à igreja de S. Pedro onde deve ir dar uma espreitadela.




No Largo da Oliveira, para além da dita cuja oliveira, vai encontrar o Padrão do Salado, uma estrutura gótica que cobre um cruzeiro, ambos comemorativos da batalha travada em 1342. Ao lado, está a Igreja de N. Sra. da Oliveira. Da primitiva igreja medieval, de Santa Maria de Guimarães, hoje pouco se sabe; apenas que no século XV terá começado a designar-se desta forma, depois da reedificação, ordenada por D. João I, em agradecimento à Virgem da Oliveira, pela vitória na Batalha de Aljubarrota.







O Largo da Oliveira é um dos 
pontos de encontro da cidade


A Triumph Boneville que me acompanhou nesta viagem,
a descansar frente ao Padrão do Salado

Ao fundo, no final do Largo da República do Brasil, pode apreciar a vista da Igreja de N. Sra. da Consolação e Santos Passos. Um dos ex-libris da cidade. Ali perto ainda pode visitar a Igreja de S. Francisco, e o seu admirável Retábulo Joanino. A raiz gótica desta igreja está bem patente na sala do capítulo datada do século XIV. Repare também numa das cinco Capelas dos Passos da Paixão espalhadas pela cidade, esta logo ali encaixada no que resta da velha muralha da cidade, e que pode apreciar ao longo da Av. Alberto Sampaio.

Igreja de N. Sra. da Consolação e Santos Passos

As Magnólias embelezam a
 Praça de Santiago








Esta zona, antes muito degradada, foi recuperada no início de 2012, no âmbito dos melhoramentos levados a cabo para a instalação da Capital Europeia da Cultura.
Voltando ao Largo da Oliveira, e passando por debaixo das arcadas, encontra a Praça de Santiago, de traça medieval, local que acolheu os francos que terão acompanhado o conde D. Henrique na sua vinda para Portugal combater os infiéis. 

O cimo da Rua de Sta. Maria 
Depois suba a Rua de Sta. Maria, passe pela Casa do Arco, e pelo o Convento de Sta. Clara que nos dias de hoje alberga a Câmara Municipal. Vele a pena visitar os claustros. Peça para ver que não há problema. Continuando a subir vai passar no Largo Martins Sarmento, onde actualmente se encontra o velho Chafariz do Carmo que antes adornava o Largo do Toural. 



O Palácio dos Duques de Bragança
Está finalmente a chegar ao fabuloso Paço dos Duques de Bragança. É um palácio de grandes dimensões, com uma arquitetura influenciada pelas tendências da Europa Setentrional, do século XV, sendo exemplar único na península Ibérica. Transformado em museu desde 1959, e o seu riquíssimo acervo remonta até ao século XVII. Mais acima, na colina, ainda pode espreitar a capela de S. Miguel, monumento nacional onde consta que o pequeno Afonso Henriques, de tenra idade, terá sido batizado, nos idos de 1111. 

No cimo, está o imponente castelo, cuja estrutura original terá sido ampliada no século XII, aquando da chegada de D. Henrique e sua esposa, D. Teresa, que aí terão vivido e criado o homem que fundou a nação lusa.



Para Comer:

Se procura a gastronomia tradicional, então evite os restaurantes do centro mas não perca a típica Adega dos Caquinhos, na Rua da Arrochela, ali perto do Toural e da estátua do Cutileiro


Ali perto ainda pode ver:



Numa visita a Guimarães não pode perder o S. Torcato, perto do Campo da Ataca onde se terá dado a batalha de S. Mamede.

Também não pode perder a Penha, situada num monte sobranceiro, oferece espaços de laser e uma fabulosa vista.

domingo, fevereiro 12, 2012

Yamaha Xenter 125




Apresentada à Imprensa no início de 2012, em Barcelona, tive a oportunidade de circular com a Yamaha Xenter 125 no meio do caótico trânsito da capital do motociclismo ibérico.

Uma scooter criada de raíz, à medida das necessidades básicas de quem tenha que se deslocar rapidamente no meio do trânsito urbano, para realizar as mais diversas tarefas do dia-a-dia.

Estilo, máxima segurança e conforto, e a capacidade de levar todas as compras para casa!

A plataforma plana foi desenhada para garantir uma bom espaço de carga entre as pernas, sem pôr em causa a estabilidade do quadro. O motor, de resposta bastante pronta e suave a qualquer regime, é bastante agradável de conduzir, sendo bastante silencioso e praticamente isento de vibrações, apresentando prestações muito boas tendo em conta as devidas proporções de cilindrada. A suspensão traseira foi desenvolvida para proporcionar conforto e garantir um bom desempenho, pelo que apresenta um amortecedor Monocross pouco usual nesta classe. O descanso central, que faz parte do equipamento de origem, foi pensado para ser facilmente usado.



A travagem apresenta uma grande suavidade, em parte pela utilização do sistema UBS de travagem combinada que, ao acionar a manete esquerda, funcionam em simultâneo, o disco de 267mm da roda dianteira e o propositadamente escolhido tambor de 150mm da roda traseira, que garante uma probabilidade de bloqueio muito reduzida proporcionando um bom compromisso entre a eficácia e a suavidade.




A forquilha dianteira acusa bastante a desaceleração, sofrendo de afundamento, apesar de não pôr em causa o bom comportamento dinâmico do conjunto, sustentado pelas jantes de 16’’, a rigidez do quadro e a boa afinação das suspensões.

Acabamentos cuidados, com destaque para a pintura a duas cores, fazem da Xenter uma opção elegante e cheia de estilo. Da gama de acessórios destaca-se a Top Case desenhada de raiz pela Yamaha, o ecrã frontal, com proteções de punho acopladas, e o avental para as pernas, que proporcionou um enorme conforto nos dias frios e chuvosos.









Ficha Técnica
Yamaha Xenter 125


Engine Type
 Single cylinder, liquid cooled, 4-stroke, SOHC, 4-valves
Displacement
 125cc
Bore x stroke
 52.0 mm x 58.7 mm
Compression Ratio
 11.0:1
Maximum Power
 9.2 kW @ 7,500 rpm
Maximum Torque
11.9 Nm @ 7,250 rpm
Lubrication System
 Wet sump
Fuel System
 Fuel Injection
Ignition System
 TCI
Starter System
 Electric
Transmission System
 V-Belt Automatic
Front Suspension
 Telescopic forks
Front Travel
100 mm
Rear Suspension
 Swingarm
Rear Travel
 92 mm
Front Brake
 Hydraulic single disc, 267 mm
Rear Brake
 Drum, 150 mm
Front Tyre
 100/80-16
Rear Tyre
 120/80-16
Overall Length
 1,990 mm
Overall Width
 690 mm
Overall Height
 1,135 mm
Seat Height
 785 mm
Wheelbase
 1,385 mm
Min. Ground Clearance
 140 mm
Wet Weight
 142 kg
Fuel Tank Capacity
 8 litres